A maravilhosa gangorra da vida
- Pr. Carlos Alberto Dias
- 10 de fev. de 2017
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Que bom que a vida é assim, efêmera e transitória, o que seria de nós pobres mortais se assim não o fosse? As temporalidades é o que faz a vida ter sabor e sentido; sentido é o que faz a vida valer a pena. Qual o sabor da vitória sem a triste experiência da derrota? O verdadeiro sabor do sorriso está logo após as lágrimas que derramamos vida a fora. O troféu levantado pelo o atleta, só passa a ter um sentido real, quando ele lembra os dias, meses e até anos, de suor, dor, e quedas ao longo da jornada.
São exatamente as experiências antagônicas que nos movem. Quando passamos pelas agruras da vida, em geral não aceitamos o momento, porém, estes, são necessários para valorizarmos a vida. Quanto maior a montanha e o desafio de escalá-la, maior também o prazer ao vencê-la.
Altos e baixos, subidas e descidas, ora em cima no monte, ora lá embaixo no vale. São estas maravilhosas gangorras, que dão sabor a vida e nos faz sair da monotonia e do marasmo existencial. Seria entediante á alma se a vida fosse composta de apenas pódios, sorrisos e vitórias. O sábio Salomão já dizia: “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de derribar, e tempo de edificar;”.
Como é bom saber que a vida é feita de alternâncias; as derrotas, as angustias e as lágrimas são mutáveis. Para alento d’alma Davi declara: “O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.”.
O melhor é saber que, seja nas montanhas do sucesso ou nos veles das angustias, o Senhor está ao nosso lado. Deus não nos isenta do choro, mas nos conduz a vitória.